Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) no início de março, que visa acabar com a reeleição para a presidência da República. A proposta sugere que o presidente não pode concorrer ao mesmo cargo nas eleições seguintes. Essa estratégia de Flávio tem como objetivo conquistar o apoio de governadores e partidos para sua candidatura presidencial deste ano, sinalizando que, mesmo se for eleito, pretende abrir espaço para outros concorrentes em 2030. No entanto, há uma percepção no Congresso de que as chances de aprovação da PEC são baixas neste ano, especialmente por conta do clima eleitoral e da paralisia de iniciativas semelhantes.
Para que uma PEC entre em vigor, é necessário que três quintos dos senadores e deputados federais a aprovem em dois turnos de votação em cada casa. Embora a PEC tenha recebido apoio de 29 outros senadores, todos da oposição ao governo Lula, não houve um movimento significativo até agora no Congresso. A proposta de Flávio não impede a reeleição para outros cargos, o que pode facilitar a aceitação entre os congressistas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é um dos alvos da proposta, visto que ele também pode ser um candidato natural em 2030, após tentar a reeleição este ano.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre a PEC e outras iniciativas, as sessões do Congresso podem ser acessadas online, e documentos oficiais estão disponíveis nos sites das casas legislativas. Em relação aos próximos passos, a tramitação da PEC deve continuar, mas, até o momento, não há previsão de votação ou audiências públicas programadas. A proposta ainda precisa superar várias etapas antes de qualquer decisão definitiva.