Gianni Infantino, presidente da FIFA, está no centro de uma polêmica após sua participação na primeira reunião do Conselho de Paz, em Washington, que discutiu a reconstrução da Faixa de Gaza. Durante o evento, ele usou um boné vermelho com a sigla USA e os números que representam os mandatos de Donald Trump como presidente. Essa atitude chamou a atenção e gerou uma investigação do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre uma possível violação das regras de neutralidade da entidade. O COI concluiu que a FIFA estava apenas cumprindo seu papel ao se envolver em iniciativas de reconstrução, sem comentar sobre o boné.
Infantino, que está à frente da FIFA há mais de dez anos, tem se mostrado um diplomata global, buscando atuar como um elo entre governos e organizações. A aproximação dele com Trump não é nova; em 2025, ele entregou o “Prêmio da Paz” da FIFA ao ex-presidente durante a cerimônia do sorteio da Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá. Sob sua liderança, a FIFA também introduziu o Mundial de Clubes com 32 equipes, que teve sua primeira edição realizada nos EUA.
Além disso, Infantino tem defendido a normalização do futebol em países com regimes repressivos, como Irã e Coreia do Norte, argumentando que o diálogo é mais eficaz do que sanções. Ele apontou avanços, como a autorização de mulheres iranianas para assistir a jogos, como um dos legados de sua gestão. Desde que assumiu a presidência, ele se comprometeu a restaurar a credibilidade da FIFA após os escândalos de corrupção que marcaram a entidade.
Os próximos desafios para Infantino incluem a organização da Copa do Mundo de 2026 e a continuação de suas iniciativas para expandir o futebol globalmente.