Didi, o famoso barbeiro que ficou conhecido por ser o responsável pelo icônico topete de Pelé, faleceu na madrugada desta terça-feira (24), aos 87 anos, após complicações em cirurgias no intestino. Ele estava internado no hospital Beneficência Portuguesa, em Santos, e não resistiu a uma parada cardiorrespiratória. Didi, que deixou a esposa e três filhos, cuidou do cabelo do Rei do Futebol por mais de 60 anos, desde que Pelé era apenas um jovem promissor.
O encontro entre Didi e Pelé aconteceu em 1956, quando o Rei tinha apenas 15 anos. Naquela época, Pelé pediu um corte de cabelo com topete, um desafio que Didi aceitou. O resultado foi tão bom que a parceria se estendeu por mais de seis décadas. O barbeiro, natural de Rio Pardo de Minas, se tornou uma figura importante não só na vida de Pelé, mas também de outros ídolos santistas, como Pepe e Coutinho. Sua barbearia, localizada perto da Vila Belmiro, virou um ponto de encontro famoso, onde Didi recebia presentes e homenagens de seus clientes.
A morte de Didi gerou uma onda de homenagens nas redes sociais, com ex-jogadores e o próprio Santos lamentando a perda. Pepe, um dos amigos de longa data, destacou que a barbearia de Didi era mais do que um lugar para cortar cabelo; era um espaço de histórias, risadas e boas conversas. Antes da morte de Pelé, Didi costumava visitá-lo em sua casa para manter o corte sempre em dia. No dia do falecimento do Rei, ele fechou o estabelecimento em sinal de luto.
Agora, os próximos passos incluem a realização de homenagens e recordações sobre a vida e a amizade entre Didi e Pelé, que com certeza deixarão um legado duradouro no mundo do futebol e na cultura santista.