Recentemente, o cenário do pôquer no Brasil ganhou destaque com a primeira etapa de 2026 da Brazilian Series of Poker (BSOP), que aconteceu em um resort no norte da Bahia. O evento atraiu cerca de 6.000 jogadores, amadores e profissionais, que se reuniram por sete dias na esperança de conquistar uma parte de quase R$ 30 milhões em prêmios. A competição principal contou com 854 inscritos, que pagaram uma taxa de R$ 5.000, sendo o campeão premiado com R$ 550 mil.
O soteropolitano Aloísio Dourado, de 31 anos, foi o grande vencedor dessa etapa. Ele, que trabalha como servidor público em Brasília, enfrentou o chileno Jorge Castillo em uma final intensa que durou quase 12 horas. Dourado começou a jogar pôquer na faculdade e, embora tenha vencido um torneio mundial em Las Vegas no ano passado, ele não tem a intenção de fazer do jogo sua profissão. Ele destacou a dificuldade de equilibrar o tempo entre o trabalho e as competições: “Não é fácil. Acabei perdendo algumas etapas por causa dos compromissos no trabalho”, disse.
Outro jogador notável foi Lucas Rocha, conhecido como Rochinha, que ficou em oitavo lugar e levou R$ 60 mil. Ele abandonou a faculdade de engenharia quando percebeu que o pôquer estava se tornando mais lucrativo. Rochinha é um dos sócios do Samba Poker Team, um grupo que reúne jogadores de diferentes níveis, onde os mais experientes ajudam os novatos em troca de parte das premiações. Ele enfatizou a importância da preparação e da resiliência em um jogo que, muitas vezes, traz mais derrotas do que vitórias.
Para quem quer acompanhar os próximos torneios, a BSOP já anunciou novas etapas. As competições são transmitidas ao vivo e os ingressos podem ser comprados pelo site oficial da BSOP. Com o crescimento do pôquer no Brasil, a expectativa é que o circuito se torne um dos principais palcos do carteado no mundo, almejando atrair cada vez mais jogadores e até celebridades como Neymar, que já participou de algumas etapas.