As Olimpíadas de Inverno de 2026, que rolam de 6 a 22 de fevereiro, estão sendo chamadas de “as mais espalhadas da história”, e o motivo não é só econômico. O evento, oficialmente intitulado Milão-Cortina, vai acontecer em várias regiões da Itália, abrangendo 22 mil km². A ideia dos organizadores é aproveitar ao máximo a infraestrutura esportiva já existente. Isso não só traz investimentos e turismo para diferentes áreas, mas também atende ao desejo do Comitê Olímpico Internacional (COI) de reduzir custos e evitar que as arenas fiquem abandonadas após os Jogos.
Por outro lado, essa divisão das competições traz desafios logísticos. Viajar entre as cidades-sede em estradas montanhosas pode ser complicado e caro, o que pode afetar a experiência dos turistas que querem ver mais de uma prova. Com isso, a atmosfera dos Jogos acaba sendo bem diferente, sem um grande centro vibrante. Organizações afirmam que esse modelo é a única saída viável para futuras edições das Olimpíadas de Inverno, com a próxima, em 2030, já seguindo a mesma linha.
Outro ponto importante é a questão do aquecimento global. Em Cortina d’Ampezzo, sede dos Jogos em 1956, a temperatura subiu 3,6°C em 70 anos. Para este evento, serão produzidos cerca de 2,4 milhões de metros cúbicos de neve artificial, o que gera um impacto ambiental significativo. Com as condições climáticas mudando, pode ser que apenas alguns países consigam sediar os Jogos de Inverno no futuro.
Os Jogos Paralímpicos estão marcados para acontecer entre 6 e 15 de março e podem ser antecipados para fevereiro em edições futuras. Após o evento, será interessante ver o que funcionou e o que pode ser aprimorado para as próximas candidaturas olímpicas. Para acompanhar tudo isso de perto, os fãs podem ficar atentos à cobertura oficial dos Jogos, que promete trazer informações em tempo real.