No dia 3 de janeiro, Nicolas Claveau, esquiador cross-country e único representante da Venezuela nos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, viu seu sonho ameaçado ao acompanhar na TV a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Ele planejava viajar para a Venezuela na primeira semana do ano para resolver a documentação necessária com o Comitê Olímpico Internacional, mas a situação política complicou tudo. “Achei que não conseguiria ir aos Jogos”, comentou Claveau, que nasceu em Lechería e vive no Canadá desde que tinha dois anos.
Após dias de incerteza, o Comitê Olímpico Venezuelano entrou em contato com Claveau, garantindo que tudo estava resolvido e ele poderia viajar para Caracas. “Quando cheguei, fui recebido como um rei. Conheci muita gente do Comitê Olímpico e até o ministro do Esporte”, revelou. Apesar do medo inicial pelas notícias ruins sobre a Venezuela, ele teve uma experiência positiva na viagem, dando entrevistas e se sentindo emocionado com o suporte que recebeu.
Agora, Claveau treina em Quebec e compete desde os 10 anos. Ele começou sua carreira representando o Canadá, mas decidiu tentar a sorte pela Venezuela, já que a concorrência é muito forte. Em novembro, garantiu sua vaga olímpica na Finlândia, tornando-se o sexto atleta venezuelano a participar dos Jogos de Inverno. No desfile de abertura, foi porta-bandeira e, embora tenha ficado em 88º lugar na prova de velocidade, ele se mostrou otimista para a corrida intervalada de 10 km que acontecerá na próxima sexta-feira. Ele também planeja voltar à Venezuela em alguns meses para visitar sua cidade natal, Lechería. Para acompanhar as próximas provas de Claveau, os fãs podem assistir pela TV e conferir as transmissões oficiais dos Jogos.