Milhares se mobilizam em Milão contra os Jogos de Inverno de 2026
- fevereiro 7, 2026
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Neste sábado (7), Milão foi palco de um grande protesto, onde milhares de pessoas se reuniram para expressar sua insatisfação com o alto custo de vida e questões
Neste sábado (7), Milão foi palco de um grande protesto, onde milhares de pessoas se reuniram para expressar sua insatisfação com o alto custo de vida e questões

Neste sábado (7), Milão foi palco de um grande protesto, onde milhares de pessoas se reuniram para expressar sua insatisfação com o alto custo de vida e questões ambientais, justamente no primeiro dia dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina. A manifestação foi organizada por sindicatos, grupos de moradia e ativistas, que queriam chamar a atenção para um modelo de cidade cada vez mais insustentável, marcado por aluguéis altos e desigualdade social crescente. Com o boom imobiliário iniciado após a Expo Mundial de 2015, os moradores sentem na pele o aumento dos custos, enquanto novas leis tributárias atraem ricos para a cidade.
Entre os manifestantes, muitos criticavam a realização das Olimpíadas, considerando-as um desperdício de recursos públicos e um fardo para as comunidades locais. Um dos participantes, Stefano Nutini, de 71 anos, afirmou que a infraestrutura olímpica tem gerado impactos negativos nas cidades montanhosas que são sede de eventos. O Comitê Olímpico Internacional (COI) defende que os Jogos estão utilizando principalmente instalações já existentes, o que, segundo eles, tornaria tudo mais sustentável. Durante a marcha, alguns grupos até trouxeram árvores de papelão para simbolizar os lariços derrubados para a construção de uma nova pista de bobsled.
A manifestação, que contou com a presença de cerca de 5.000 pessoas, saiu da praça Medaglie d’Oro e percorreu quase quatro quilômetros até o bairro Corvetto. A polícia estava em alerta, especialmente após uma ação violenta em Turim na semana anterior, onde mais de cem policiais ficaram feridos. O protesto também se encaixa em uma série de mobilizações que ocorreram antes dos Jogos, incluindo críticas ao patrocínio da gigante petrolífera Eni. Enquanto isso, Milão continua recebendo atletas e visitantes de todo o mundo, incluindo líderes internacionais, em um esquema de segurança reforçado.