Na última sexta-feira (6), Milão foi palco de um protesto em massa contra a presença de agentes de imigração dos EUA durante os Jogos Olímpicos de Inverno. Centenas de manifestantes se reuniram para expressar sua insatisfação, acendendo sinalizadores e entoando gritos como “ICE FORA”. A presença do ICE, que está ligado a uma controversa política de deportações, gerou ainda mais tensão, especialmente entre os jovens que lideraram a manifestação.
Os protestos ganharam força, com faixas como “ICE deveria estar nas minhas bebidas, não na minha cidade” sendo exibidas pelos participantes. Katie Legare, uma estudante de Minnesota que estuda na Europa, disse que o objetivo era mostrar que o resto do mundo não concorda com as ações do ICE. O governo italiano, por sua vez, informou que a presença de agentes do ICE foi mal interpretada, afirmando que apenas funcionários da Investigação de Segurança Interna estavam nas missões diplomáticas. O Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA também garantiu que não havia agentes do ICE garantindo a segurança da equipe.
Com a cerimônia de abertura das Olimpíadas se aproximando, as autoridades italianas tomaram medidas de segurança, como o fechamento de escolas e o bloqueio de algumas áreas centrais de Milão. Os manifestantes também criticaram o investimento nas Olimpíadas, argumentando que o dinheiro poderia ser melhor utilizado, especialmente em um momento em que o acesso à habitação se torna cada vez mais difícil. Além disso, alguns protestos se estenderam a questões internacionais, com críticas a Israel e apoio à causa palestina.
As próximas semanas prometem ser intensas, com os Jogos Olímpicos em andamento e a expectativa de novos protestos. Para quem quiser acompanhar as competições, a transmissão dos eventos será feita por diversos canais, e os ingressos ainda podem ser adquiridos online. As Olimpíadas se estendem até o dia 22 de fevereiro, e a movimentação nas ruas de Milão deve continuar a ser um assunto em pauta, tanto dentro quanto fora das arenas.