A Agência Mundial Antidoping (Wada) pode investigar alegações de que atletas de salto de esqui estariam injetando ácido hialurônico em seus pênis para melhorar o desempenho. A informação foi divulgada pelo jornal alemão Bild, que afirmou que a prática seria feita antes da medição dos trajes, uma vez que o aumento na circunferência poderia potencialmente aumentar a área de superfície dos trajes e, consequentemente, o voo dos atletas durante as competições. Sandro Pertile, diretor de provas masculinas da FIS, comentou que “cada centímetro extra em um traje conta” para a performance.
O diretor-geral da Wada, Olivier Niggli, disse que não tinha conhecimento sobre as práticas mencionadas, mas garantiu que, caso surjam provas, a entidade irá investigar a situação. O presidente da Wada, Witold Banka, também fez uma piada sobre o assunto, ressaltando a popularidade do salto de esqui na Polônia. Já Bruno Sassi, da FIS, afirmou que não há evidências de que essa injeção tenha sido utilizada por competidores.
Os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina começam nesta sexta-feira (6) e vão até 22 de fevereiro, com a primeira prova de salto de esqui programada para segunda-feira (9). O Brasil, que participa desde 1992, terá sua maior delegação até agora, com 15 atletas competindo em cinco modalidades: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard. A expectativa é que os atletas brasileiros busquem uma medalha inédita nesta edição dos Jogos. Para quem quiser acompanhar as competições, os detalhes sobre os canais de transmissão e venda de ingressos estão disponíveis nos sites oficiais dos Jogos e da CBF.