Gus Schumacher, esquiador de elite que cresceu no Alasca, está se preparando para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, que acontecem no mês que vem. Acostumado a treinar em condições rigorosas, ele agora enfrenta uma realidade diferente: competições com neve artificial e condições climáticas adversas. “A neve é totalmente artificial e meio marrom nas laterais”, comentou Schumacher, refletindo sobre a falta de neve natural em algumas provas recentes. Apesar de autoridades locais garantirem que há neve suficiente para os 19 dias de competições, a situação levanta preocupações sobre o futuro dos esportes de inverno.
O clima tem mudado bastante e, segundo um estudo recente, até 2050, apenas quatro cidades no mundo poderão sediar os Jogos Olímpicos de Inverno sem precisar de neve artificial: Niseko, no Japão; Terskol, na Rússia; e Val d’Isère e Courchevel, na França. Essa mudança é atribuída ao aquecimento global, que tem afetado a profundidade da neve nos Alpes, com uma queda de mais de 25% desde 1980. O impacto das altas temperaturas é ainda mais notável em eventos como os Jogos Paralímpicos, que acontecem logo após as Olimpíadas. Atletas e treinadores estão preocupados, com 90% deles expressando temores sobre as condições climáticas e suas consequências para as competições.
Para quem quer acompanhar os próximos jogos, as transmissões serão feitas pelos canais tradicionais de esportes, e os ingressos estarão disponíveis nas plataformas oficiais de venda. A expectativa é que os Jogos sejam realizados em condições adequadas, mas a flexibilidade é essencial. O Comitê Olímpico Internacional já considera antecipar o calendário ou até realizar as competições simultaneamente em locais diferentes para garantir a presença de neve. Enquanto isso, atletas e técnicos ajustam suas estratégias, lidando com a realidade de invernos cada vez mais quentes.