A Justiça de São Paulo aprovou o Regime Centralizado de Execuções (RCE) do Corinthians, que vai ajudar o clube a organizar suas dívidas cíveis. Essa decisão, que veio após o parecer positivo do Ministério Público, é um passo importante para a reestruturação financeira do Timão. De acordo com o cronograma, os pagamentos aos credores vão começar em março de 2026, com base nas receitas de fevereiro.
O RCE envolve cerca de R$ 450 milhões em dívidas, incluindo indenizações e cobranças contratuais. Antes, o Corinthians enfrentava várias ações na Justiça, o que trazia um risco constante de bloqueios e penhoras. Com a homologação, a juíza responsável pediu que os credores informem seus dados bancários, permitindo que os pagamentos sejam feitos de forma mais organizada. A Administradora Judicial também deve apresentar um plano para a divisão dos recursos já disponíveis em conta.
Esse novo regime vai centralizar todas as execuções cíveis contra o clube em um único juízo, o que traz mais clareza no fluxo de caixa e evita bloqueios pontuais. Para a gestão do Corinthians, essa homologação é vista como um marco, pois o clube agora tem um cronograma claro para quitar suas dívidas e um ambiente jurídico mais seguro para negociar com credores.
Nos próximos passos, o Corinthians precisa consolidar a lista de credores habilitados e definir como serão rateados os valores já depositados. Somente depois disso é que os primeiros pagamentos começam a ocorrer, em março de 2026, dando assim um novo fôlego financeiro ao clube.