Na manhã desta quarta-feira (21), a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação no Morumbi, estádio do São Paulo Futebol Clube, em resposta a um esquema de venda ilegal de camarotes. A 3ª DPPC cumpriu quatro mandados de busca e apreensão relacionados a três investigados, que estão ligados à alta administração do clube. A Secretaria da Segurança Pública confirmou que o São Paulo é considerado uma vítima nesse caso e que o clube vai colaborar com as investigações.
A situação se intensificou após a aprovação do afastamento do presidente Julio Casares, que aconteceu na sexta-feira (16). Durante a votação, 188 conselheiros decidiram pela destituição, enquanto 45 se posicionaram contra e dois se abstiveram. A saída de Casares é o resultado de um desgaste político devido a várias polêmicas que marcaram sua gestão. O vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assume o cargo interinamente. A investigação se baseia em suspeitas sobre o uso irregular de camarotes do Morumbi durante shows, além de áudios que sugerem um esquema de venda clandestina de ingressos.
Nos últimos dias, a Polícia Civil já estava com um inquérito em andamento, com dois focos de investigação: uma sobre o departamento de futebol e outra sobre as contas bancárias do clube e do próprio Casares. As apurações incluem o recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos nas contas pessoais do presidente e 35 saques que totalizam R$ 11 milhões nas contas do São Paulo entre 2021 e 2025. Os advogados de Casares afirmam que as movimentações financeiras são lícitas e que a origem dos recursos será apresentada durante o processo.
Com o cenário ainda em desenvolvimento, os torcedores devem acompanhar as próximas etapas dessa investigação, além das repercussões que isso pode ter na gestão do clube e na performance do time dentro de campo.