Bruce Buchan, um torcedor da seleção escocesa, teve que mudar seus planos de reforma em casa depois que a Escócia se classificou para a Copa do Mundo da FIFA, que acontecerá na América do Norte em 2026. O engenheiro de 36 anos, que mora perto de Aberdeen, decidiu cancelar uma reforma no banheiro e usar o dinheiro para levar a família aos Estados Unidos, onde assistirão aos três jogos da Escócia na fase de grupos, em Boston e Miami. “Nunca pensamos que isso fosse acontecer”, comentou Buchan, destacando a emocionante vitória da seleção sobre a Dinamarca por 4 a 2, que garantiu a classificação.
A expectativa é alta entre os torcedores, especialmente para a Escócia, que não participava de uma Copa do Mundo masculina desde 1998. O ex-jogador Pat Nevin ressaltou que essa classificação representa muito mais do que apenas sucesso esportivo; é um momento de recuperação da identidade nacional após anos difíceis. Além disso, o primeiro-ministro da Escócia, John Swinney, até sugeriu um feriado bancário extra no dia seguinte à estreia da seleção. A Copa de 2026 não será apenas um marco para a Escócia, mas também para nações como Cabo Verde e Noruega, que voltarão a competir após longos períodos de ausência.
Para quem quer acompanhar os jogos, as vendas de ingressos estão abertas, e a FIFA anunciou que o prazo para solicitar ingressos termina em 13 de janeiro. Os preços variam, e muitos torcedores estão reclamando dos altos custos, tanto de passagens quanto de hospedagem. Buchan, que já planejou gastar cerca de £ 25 mil (R$ 180,6 mil), está atento a ofertas e discute com amigos as melhores maneiras de economizar. Apesar das críticas à FIFA por tornar os ingressos inacessíveis, a demanda continua alta, com mais de 150 milhões de pedidos registrados.