Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, passou por uma situação extrema na virada do ano ao desaparecer no pico Paraná, o ponto mais alto da região Sul, com 1.877 metros de altitude. Ele conseguiu chegar a uma fazenda, ferido e debilitado, após ser procurado por mais de 100 bombeiros e 300 voluntários. O caso gerou discussões nas redes sociais sobre a ética de deixar um companheiro para trás em situações de risco, especialmente após um incidente semelhante em que Juliana Marins faleceu na Indonésia.
Thayane Smith, também de 19 anos, acompanhava Roberto na subida e decidiu descer com um grupo de corredores, alegando que o ritmo deles se encaixava melhor no seu estilo de vida. Sua declaração gerou polêmica e críticas nas redes sociais. Especialistas apontam que a cultura de que basta querer para alcançar objetivos em ambientes perigosos, como montanhas, pode contribuir para tragédias. O que muitos não percebem é que a montanha não perdoa erros e que cada passo pode ter consequências graves.
A situação de Roberto foi ainda mais complicada porque ele se feriu ao saltar de uma cachoeira de aproximadamente 30 metros. Apesar de ter sido uma sorte escapar com apenas alguns arranhões, o ideal seria que Thayane e Roberto tivessem pedido ajuda ao encontrarem dificuldades. Isso poderia ter garantido uma descida mais segura para ambos. A falta de experiência e equipamentos adequados, como mapas offline e itens de sobrevivência, também contribuiu para a gravidade da situação.
Para quem deseja se aventurar em trilhas como a do pico Paraná, é essencial estar preparado. Informações sobre segurança, equipamentos e rotas podem ser encontradas em sites especializados. Além disso, sempre que possível, é recomendável contar com guias experientes. As próximas aventuras nesta região prometem desafios, e a segurança deve ser prioridade.