Apesar de ter recebido um parecer favorável do Conselho Consultivo na última terça-feira, 6 de dezembro, a presidência de Julio Casares no São Paulo ainda está em risco. O Conselho Consultivo, formado por ex-presidentes do clube, não tem poder decisório, e a decisão sobre o futuro de Casares será tomada pelo Conselho Deliberativo, que se reunirá no dia 14, às 18h30 (horário de Brasília). O encontro foi convocado após 57 conselheiros protocolarem um pedido formal de impeachment, relacionado a denúncias sobre comercialização irregular de camarotes e movimentações financeiras suspeitas.
Casares enfrenta pressão crescente por conta de críticas à sua gestão, que culminaram em uma temporada 2025 sem conquistas e um endividamento próximo de R$ 1 bilhão. A situação não é vista como promissora, e muitos na oposição acreditam que será difícil conseguir os dois terços dos votos necessários para afastá-lo. O conselheiro Marco Aurélio Cunha apontou que janeiro é um mês complicado para votações, já que muitos conselheiros estão fora ou desmobilizados, o que pode beneficiar a situação.
Para que o impeachment ocorra, a oposição precisa de pelo menos 171 votos dos 254 conselheiros. Se isso acontecer, uma assembleia geral será convocada em até 30 dias para ratificar ou rejeitar a decisão. Caso o impeachment seja aprovado, o primeiro vice-presidente, Harry Massis Júnior, assumiria o cargo até novas eleições, previstas para o final do ano. O pedido de afastamento se baseia em alegações de “administração temerária” e falta de transparência nas contas do clube.
Enquanto isso, o São Paulo segue investigando as denúncias, com sindicâncias interna e externa em andamento. Em nota, o clube garantiu que tomará as medidas necessárias após apurar os fatos.