Na última quarta-feira, 17 de outubro, o futebol equatoriano perdeu um de seus talentos. O jogador Mario Pineida, de 33 anos, foi assassinado em Guayaquil, cidade que enfrenta um aumento da violência relacionada ao tráfico de drogas. O Barcelona de Guayaquil, clube onde Pineida atuava, confirmou a tragédia em suas redes sociais, lamentando profundamente a morte do atleta, que fez parte da seleção equatoriana nas Eliminatórias para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Pineida também jogou no Brasil, defendendo o Fluminense em 2022.
De acordo com informações do Ministério do Interior, Pineida foi atacado por dois homens em motocicletas enquanto estava com sua mãe e uma amiga. O clube expressou seu pesar e pediu aos torcedores que orem pela família do jogador. A violência no futebol equatoriano não é novidade; em setembro, três jogadores da segunda divisão foram assassinados, e um mês depois, Bryan Angulo, ex-Santos, foi alvo de um ataque.
O cenário é preocupante: o Equador se aproxima do final do ano com a pior taxa de homicídios da América Latina, atingindo 52 para cada 100 mil habitantes, segundo o Observatório do Crime Organizado. Para os fãs de esportes, a situação é angustiante, já que a segurança dos atletas está em risco.
Quem quiser acompanhar as próximas partidas do Barcelona de Guayaquil deve ficar atento às transmissões nos canais locais. O clube ainda não anunciou a programação, mas as expectativas são de que o elenco retome os treinos em breve. Em meio a essa crise, o futebol equatoriano busca se reerguer e superar os desafios atuais.