Na última segunda-feira (15), a AFA (Associação do Futebol Argentino) se viu no centro de uma polêmica após o presidente Javier Milei ser acusado de usar a entidade como trampolim para suas ambições políticas. A senadora Patricia Bullrich, do governo, denunciou Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da AFA, e Pablo Toviggino, tesoureiro, por supostas violações a políticas anticorrupção da Conmebol. As alegações incluem atentados a princípios como integridade, transparência e prevenção de lavagem de dinheiro, compartilhadas por Bullrich em suas redes sociais.
Em resposta, a AFA emitiu um comunicado defendendo a gestão de Tapia e Toviggino, que assumiram a entidade em 2017, em um cenário complicado. No documento, a AFA destaca que, apesar das dificuldades enfrentadas sob três diferentes governos, conseguiram restaurar a posição da entidade no futebol mundial. Além disso, afirmam que têm lidado com “ameaças constantes de intervenção” e que o atual governo busca impor um modelo de gestão que, segundo a nota, vai contra a liberdade dos clubes.
Essa denúncia acontece pouco depois de a Justiça argentina realizar buscas nas sedes da AFA e de diversos clubes, como parte de uma investigação sobre lavagem de dinheiro. Também surgiram outras investigações relacionadas a desvios de impostos e recursos da previdência social. Tapia, por sua vez, nega qualquer irregularidade em sua administração.
Para quem deseja acompanhar os desdobramentos dessa situação, é importante ficar atento aos canais de notícias e redes sociais, onde informações sobre novos jogos e eventos da AFA devem ser divulgadas. A próxima rodada do campeonato promete ser agitada, com diversos confrontos programados e a expectativa de novas revelações sobre as investigações em andamento.