As ações da Juventus tiveram um aumento de quase 14% nesta segunda-feira, 15 de outubro, após a família Agnelli rejeitar uma proposta inesperada do grupo de criptomoedas Tether. A oferta avaliava o clube da Série A italiana em mais de € 1 bilhão (cerca de R$ 6,3 bilhões). Apesar de ser o time mais vitorioso da Itália, com 36 títulos da Série A, a Juventus não vem apresentando o desempenho esperado desde a conquista do nono título consecutivo em 2020, ocupando atualmente a quinta posição na tabela. Nos últimos cinco anos, suas ações perderam 57% do valor, segundo dados do London Stock Exchange Group.
A Juventus já foi o lar de grandes estrelas como Michel Platini, Roberto Baggio e Cristiano Ronaldo, e a família Agnelli, que também fundou a Fiat, construiu uma forte imagem na Itália. A proposta da Tether surge em um momento complicado para os Agnelli, que estão em negociações para vender a GEDI, editora de importantes jornais italianos, gerando preocupações sobre empregos na mídia. Além disso, a fabricante Stellantis enfrenta problemas que afetaram suas relações com a primeira-ministra Giorgia Meloni.
A Tether, que administra a stablecoin USDT, prometeu investir até € 1 bilhão na Juventus, visando apoiar seu desenvolvimento esportivo e comercial. No entanto, a UEFA limita o quanto os clubes podem gastar em transferências e salários, o que dificulta a entrada de novos investidores. A Juventus representa cerca de 2% do valor da Exor, holding dos Agnelli, e a venda do clube poderia ter um impacto significativo na dívida da empresa, reduzindo-a em cerca de € 650 milhões (R$ 4,1 bilhões).
Para quem está interessado em acompanhar a Juventus, os próximos jogos e informações sobre ingressos podem ser encontrados nos canais oficiais do clube. Com uma nova fase se aproximando, a equipe se prepara para os próximos desafios, podendo mudar sua trajetória na temporada.