O governo Lula (PT) anunciou a criação de um grupo de trabalho para regulamentar o trabalho de entregadores por aplicativos, com os detalhes publicados no Diário Oficial na última sexta-feira (5). O grupo será formado por representantes de três ministérios: Secretaria-Geral, Trabalho e Desenvolvimento. Além disso, os entregadores terão dez representantes, sendo quatro do Sudeste, três do Nordeste e um de cada uma das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste. As centrais sindicais terão três integrantes no grupo, o que gerou críticas de algumas delas.
João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, que é secretário-geral da Força Sindical, manifestou descontentamento com a forma como os representantes foram escolhidos e com a composição do grupo. Ele argumenta que a decisão do governo sobre as regiões e os representantes dos entregadores é uma interferência na organização dos trabalhadores. Juruna também estranhou a mudança do foco das discussões do Ministério do Trabalho, que começou o debate ainda em 2023, para a Secretaria-Geral, agora sob a liderança de Guilherme Boulos, que se tornou o principal contato do governo com os entregadores.
A Secretaria-Geral da Presidência, em nota, defendeu a inclusão de associações e diferentes formas de organização no grupo, destacando a importância de dialogar com setores que não estão sindicalizados. Segundo o órgão, o objetivo é ampliar as discussões sobre a regulamentação do trabalho dos entregadores.
Para quem quer acompanhar o andamento desse assunto, as sessões do grupo de trabalho poderão ser acompanhadas através de canais oficiais do governo. Além disso, denúncias e sugestões podem ser feitas diretamente para a Secretaria-Geral. A expectativa é que as discussões avancem em breve, com a possibilidade de audiências públicas para ouvir mais opiniões sobre o tema.