Nos últimos dias, o cenário político em Goiás passou por mudanças significativas. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu restringir o direito dos cidadãos de solicitar o impedimento de juízes do tribunal. Agora, apenas o procurador-geral da República poderá fazer esse tipo de pedido, o que levanta questões sobre a possibilidade de blindagem do STF contra a oposição, que busca o número necessário de senadores para influenciar decisões futuras.
Além disso, o ministro Dias Toffoli tomou uma decisão que impacta diretamente as investigações sobre o Banco Master, que acumulou um rombo de R$ 12 bilhões. Toffoli determinou que todos os processos relacionados ao banco sejam encaminhados ao seu gabinete e, embora a defesa dos diretores do Master tenha pedido a suspensão das investigações, a Polícia Federal decidiu congelar o andamento. Agora, o caso tramita em sigilo, o que pode dificultar o acesso às informações.
Na última quinta-feira, a CPI que investiga casos de fraudes contra aposentados decidiu não convocar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após um pedido de convocação ser rejeitado por 19 votos a 12. A decisão ocorre em meio a acusações de que Lulinha teria recebido cerca de R$ 25 milhões para facilitar licitações no Ministério da Saúde. Vale lembrar que a CPI já havia protegido outros envolvidos, como Frei Chico, irmão de Lula, o que gera desconfiança sobre a imparcialidade das investigações.
Para quem deseja acompanhar o desenrolar dessas questões, é possível acessar informações sobre as sessões do Senado e da Câmara através dos sites oficiais. Documentos e relatos de denúncias também podem ser consultados lá. O próximo passo inclui a tramitação de uma emenda constitucional que pode aumentar o número de ministros do STF de 11 para 13, o que promete mexer ainda mais com a dinâmica política do país.