O STF (Supremo Tribunal Federal) está em um momento tenso, com seus ministros divididos sobre a decisão do decano Gilmar Mendes, que limitou a possibilidade de impeachment de ministros da corte. Essa questão será votada em plenário virtual na próxima sexta-feira (12). Há preocupações dentro do tribunal sobre como essa votação pode revelar uma rixa interna, especialmente após a tentativa de golpe de janeiro e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Gilmar não comunicou antecipadamente sua decisão cautelar aos outros ministros, o que gerou descontentamento.
No Senado, a reação foi intensa, já que essa Casa é responsável por conduzir processos de impeachment. Informações obtidas pela Folha mostram que pelo menos quatro ministros se mostraram desconfortáveis com a decisão de Gilmar, enquanto outros três ainda estão avaliando o que fazer a respeito. Apesar de alguns ministros estarem cautelosos em desafiar uma posição do decano, a situação é delicada e pode impactar a imagem de unidade que o STF tentou manter nos últimos anos.
A discussão sobre a Lei do Impeachment também está em pauta. O presidente do STF, Edson Fachin, está articulando com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir uma nova legislação que poderia amenizar a divergência atual. Na última sexta-feira (5), o senador Weverton Rocha apresentou um relatório que propõe mudanças, mas não oferece o mesmo nível de proteção que a decisão de Gilmar. O clima no Senado é de que o projeto não tem a intenção de desafiar o STF e deve ser votado somente no próximo ano.
Para quem está interessado em acompanhar essa situação, as sessões do STF podem ser acessadas online e os cidadãos podem denunciar irregularidades por meio de canais oficiais. A tramitação da nova lei sobre impeachment e outras discussões relacionadas ainda está em andamento e promete movimentar os próximos meses.