A prisão de Jair Bolsonaro, ex-presidente e membro do PL, foi considerada justa por 54% dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa do Datafolha. A execução da pena, que soma 27 meses e três meses de detenção, teve início no dia 25 de novembro, após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, mas foi preso novamente após tentar romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Ele foi condenado em setembro junto com outros sete réus envolvidos em uma trama golpista que buscava mantê-lo no poder após a derrota para Lula (PT) nas eleições de 2022.
A pesquisa do Datafolha ouviu 2.002 pessoas entre os dias 2 e 4 de novembro, com uma margem de erro de dois pontos percentuais. A maioria dos entrevistados que não favoráveis à prisão domiciliar se dividiram entre preferir que ele cumprisse pena em um presídio comum (26%) ou em uma unidade militar (20%). Neste momento, Bolsonaro está detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília, em uma sala simples. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão, alegou que a permanência na PF garante acompanhamento médico constante, um fator importante devido à defesa do ex-presidente, que citou problemas de saúde.
Para acompanhar as sessões e decisões sobre o caso, os cidadãos podem acessar o site do STF e as redes sociais do tribunal. O processo de Bolsonaro ainda está em andamento, e medidas futuras, como audiências públicas ou revisões de pena, poderão ocorrer. Especialistas estimam que ele pode ter direito à progressão para o regime semiaberto a partir de 2033, mas, com as novas condenações, sua elegibilidade para cargos públicos se estende até 2060. A opinião sobre a prisão varia bastante entre diferentes grupos sociais e políticos, refletindo a polarização no país.