Na quarta-feira (3), a Polícia Federal prendeu o deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Essa prisão muda o cenário político para as eleições de 2026, já que Bacellar era o candidato preferido do governador Cláudio Castro (PL) para representar a direita na disputa. A situação se complicou para Bacellar, que teve desavenças com aliados e perdeu apoio, especialmente após a tentativa frustrada de se aproximar da família Bolsonaro.
Bacellar foi detido por suspeita de vazamento de informações relacionadas à operação que resultou na prisão do ex-deputado TH Joias. Com essa reviravolta, o plano de Castro de deixar o cargo até abril de 2026 para concorrer ao Senado e deixar Bacellar como governador interino por seis meses foi por água abaixo. A relação entre os dois azedou depois que Bacellar, sem a autorização de Castro, demitiu um secretário durante a ausência do governador, o que foi considerado um erro por aliados.
Atualmente, a situação política está indefinida para a direita no estado. O prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), expressou interesse em ser candidato, mas ainda não é visto como um forte concorrente. Além disso, o PP, que se uniu ao União Brasil, está próximo do prefeito Eduardo Paes (PSD), que já se posicionou como pré-candidato. O PL também está em busca de um nome, mas ainda não chegou a um consenso.
Para quem quer acompanhar mais sobre as sessões da Alerj ou fazer denúncias, é possível acessar o site oficial da Assembleia ou as redes sociais. A tramitação de projetos e a agenda de votação podem ser conferidas online. O próximo passo é ver como a situação se desenrola, especialmente com a expectativa de novas audiências públicas e a fiscalização de órgãos competentes nos próximos meses.