Na quinta-feira (4), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comentou sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que dificulta a abertura de processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte. A declaração aconteceu durante o Fórum Jota, em Brasília, onde Motta destacou que essa mudança é resultado da polarização política e criticou a interferência entre os Poderes. Ele mencionou que o Senado se posicionou contra a decisão de Gilmar, que suspendeu trechos da Lei do Impeachment, e reforçou a importância de manter a independência e harmonia entre as instituições.
Gilmar Mendes tomou a decisão na quarta-feira (3) e, ao suspender partes da Lei do Impeachment, gerou reações imediatas no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se manifestou, pedindo respeito ao tribunal e sugerindo até mudanças na Constituição para proteger as prerrogativas do Senado. Esse episódio se insere num contexto de atritos frequentes entre os Poderes, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Nos últimos anos, alguns partidos têm discutido a possibilidade de formar uma base que facilite o impeachment de ministros do STF.
A Lei do Impeachment, criada em 1950, foi considerada por Gilmar incompatível com a Constituição, especialmente no que diz respeito à possibilidade de qualquer cidadão solicitar a abertura de impeachment contra magistrados do Supremo. Ele destacou que a responsabilidade pelo processo é do Senado, mas que agora será necessário um número maior de senadores para iniciar essa ação.
Para quem quiser acompanhar as discussões e decisões do Senado, é possível acessar os canais oficiais da Casa e acompanhar as sessões ao vivo. Além disso, denúncias podem ser feitas através dos canais disponíveis no site do Senado. O próximo passo nesse processo será a tramitação no Senado, onde novos desdobramentos devem ocorrer em breve.