O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, informou que a sabatina de Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrerá apenas no ano que vem. Segundo ele, não há tempo suficiente para realizar a votação ainda em 2023. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), havia anunciado o cancelamento do cronograma que previa a sabatina para o dia 10 de dezembro, o que dá mais tempo a Messias para conquistar o apoio dos senadores.
Alcolumbre criticou a falta de comunicação formal da indicação por parte do Palácio do Planalto, afirmando que isso impede o Senado de decidir sobre a aceitação do nome proposto. Randolfe destacou que, com a suspensão da sabatina, ficou claro que a discussão sobre a indicação de Messias foi adiada para o próximo ano. Essa situação pode favorecer Messias, que agora tem mais tempo para se relacionar com os senadores e tentar reverter sua desvantagem.
A relação entre o governo e o Senado, que historicamente tem sido favorável a Lula, passou a ser tensa com essa indicação. Alcolumbre, que preferia o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga, classificou a ausência de um envio formal da indicação como uma “omissão grave”. Essa situação não é comum, já que a última vez em que um indicado para o STF foi rejeitado foi no século 19.
Para quem quiser acompanhar as sessões do Senado e obter mais informações sobre a tramitação desse assunto, é possível acessar o site oficial do Senado e acompanhar os canais de comunicação e denúncias. No próximo ano, a expectativa é que a sabatina de Messias seja retomada, dependendo do alinhamento entre o governo e o Senado.