O Instituto Vladimir Herzog entrou com uma representação no Ministério Público do Paraná após um vídeo viralizar, mostrando alunos do colégio cívico-militar João Turin, em Curitiba, cantando uma letra que faz alusão ao Bope, mencionando a ideia de “deixar corpo no chão”. O instituto afirma que essa canção promove violência e cria um ambiente hostil dentro da escola, comprometendo a liberdade de consciência e os princípios da gestão democrática.
Na representação, o Instituto indica que a direção da escola e os militares envolvidos na execução do canto podem ter cometido infrações administrativas, como abuso de poder e violação dos direitos dos estudantes. De acordo com a entidade, obrigar crianças e adolescentes a entoar mensagens que exaltam a violência é uma violação do Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbe submeter menores a vexame ou constrangimento. Para o Vladimir Herzog, isso ultrapassa a liberdade de expressão, configurando um ato ilícito.
Além de pedir uma investigação para apurar as responsabilidades administrativas, civis e penais, o Instituto solicita medidas cautelares para evitar novas práticas de violência simbólica e psicológica nas escolas. Eles também querem que a Secretaria de Estado da Educação forneça informações sobre os protocolos do programa cívico-militar, indicando quem autorizou a prática e uma avaliação dos danos morais coletivos, com recomendações para reparações.
Para acompanhar as investigações, o público pode acessar o site do Ministério Público do Paraná, onde também é possível encontrar informações sobre como denunciar situações semelhantes. A tramitação do caso ainda está em andamento, e novas audiências sobre o tema podem ser agendadas conforme o avanço das investigações.