A decisão do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, de apoiar a indicação do ministro Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) gerou uma crise interna no órgão. Gallo fez um vídeo em suas redes sociais, afirmando que Messias será um “grande ministro”, após o indicado se reunir com a direção do CFM, o que foi visto como uma demonstração de respeito. A publicação rapidamente levou a reações negativas em grupos internos, com críticas e memes surgindo, alguns deles ironizando Gallo.
Na manhã seguinte, a direção do CFM se reuniu e as queixas sobre o apoio de Gallo se tornaram generalizadas. Durante a discussão, surgiu a ideia de divulgar uma nota esclarecendo que a posição dele era pessoal e não representava o conselho, mas essa proposta foi descartada para evitar mais conflitos. A principal crítica a Messias está relacionada ao seu posicionamento, enquanto ministro da Advocacia Geral da União, contra uma resolução do CFM que proibia a assistolia fetal, um procedimento abortivo para fetos com mais de 22 semanas. Essa resolução foi posteriormente derrubada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Messias, que é evangélico, teve uma conversa positiva com o CFM, manifestando apoio à vida, mas manteve sua posição sobre a assistolia, o que gerou desconfiança entre os membros do conselho. O descontentamento com a atitude de Gallo foi intenso, com alguns membros chamando sua postura de “lambança”. Além disso, há preocupações sobre a possibilidade de o CFM perder o apoio de senadores conservadores em projetos importantes, como a criação de um exame de proficiência para médicos.
Para acompanhar as atividades do CFM, é possível acessar o site oficial da instituição, onde estão disponíveis informações sobre reuniões, documentos e canais de denúncia. O próximo passo inclui a continuidade da tramitação dos projetos e possíveis audiências públicas relacionadas aos temas em debate.