Recentemente, o PL passou por uma reunião de emergência em Brasília para tratar das tensões internas, especialmente após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro, realizado na terça-feira (2), foi convocado para resolver os desentendimentos entre a primeira-dama Michelle Bolsonaro, seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos, e a ala do partido que se alinha com o centrão. O principal resultado da reunião foi a suspensão do apoio do partido à candidatura de Ciro Gomes, que se filiou ao PSDB e foi adversário de Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022.
As divergências começaram quando Michelle Bolsonaro criticou a aproximação do PL com Ciro, gerando um conflito familiar que envolveu respostas diretas de Flávio Bolsonaro, que a acusou de agir sem consultar o ex-presidente. Na prática, as disputas refletem também a luta por espaço dentro do partido, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. O PL tem como meta garantir candidaturas fortes para o Senado, já que uma maioria no Senado é vista como essencial para enfrentar o Supremo Tribunal Federal.
Além disso, as rivalidades não se restringem a Goiás. Em estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e Pernambuco, a situação é similar, com candidatos se posicionando e disputando apoio. Em Santa Catarina, por exemplo, a indicação de Carlos Bolsonaro para o Senado gerou conflitos com a deputada Caroline de Toni, que também se lançou na disputa. Já em Pernambuco, o ex-ministro Gilson Machado, escolhido por Bolsonaro, admitiu que pode mudar de partido.
Para acompanhar as movimentações do PL e as sessões sobre as candidaturas, o público pode acessar os canais oficiais do partido e suas redes sociais. O cenário político continua em evolução, com novas reuniões e decisões programadas para os próximos meses.