O governo de Goiás enviou à Assembleia Legislativa a proposta orçamentária para 2026, que inclui uma redução de 14% na verba destinada à tecnologia da informação da Secretaria da Fazenda. Em termos reais, considerando a inflação, essa queda pode chegar a quase 20% em relação a 2025. Esse corte gerou preocupações, especialmente entre os auditores fiscais, que destacam a importância de investimentos em tecnologia, como Inteligência Artificial, em um momento em que a reforma tributária está prestes a ser implementada.
A proposta prevê R$ 387,28 milhões para tecnologia da informação, um valor bem abaixo dos R$ 450,69 milhões do ano anterior. O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de São Paulo (Sinafresp) alerta que essa diminuição pode dificultar o trabalho de identificação de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro, além de comprometer a capacidade da secretaria de operar sistemas essenciais. O presidente do sindicato, Devanir Zuliani, criticou a decisão, afirmando que há uma desconexão entre as falas do secretário da Fazenda e as necessidades reais da pasta.
Por outro lado, a Secretaria da Fazenda defende que o orçamento atende às demandas de investimento e que a redução nos recursos de TI se deve ao fim do programa Profisco 2, que foi financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A pasta também informou que está em tramitação o Profisco 3, que deve trazer R$ 750 milhões para a modernização da administração tributária.
Os próximos passos incluem a tramitação da proposta orçamentária e a realização de audiências públicas para discutir o orçamento. Para acompanhar as sessões e obter mais informações, o público pode acessar o site da Assembleia Legislativa e se informar sobre canais de denúncia e contato oficial.