A situação do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) segue indefinida na Câmara dos Deputados, onde a discussão sobre sua condição de mandato se arrasta. Ramagem está fora do Brasil, assim como outros deputados bolsonaristas, o que levanta questões sobre a manutenção de seus cargos. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não comparece às sessões desde março e, de acordo com informações, seus assessores custaram mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos nesse período. Já Carla Zambelli (PL-SP) está presa na Itália, mas a Câmara tem demorado a cumprir uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que a afastaria do cargo.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu que deputados não poderiam votar do exterior, mas os mandatos continuam ativos. O Conselho de Ética também não avançou na análise desses casos. Eduardo, que está nos Estados Unidos desde março, apenas registrou presença em 13 sessões neste ano e não participou de nenhuma comissão. Ele não perderá o mandato por faltas, já que a análise é feita apenas no ano seguinte. Apesar de estar afastado, Eduardo ainda conta com nove assessores, o que gera um custo mensal de R$ 132 mil.
Sobre os próximos passos, a situação de Zambelli está sendo analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deve apresentar um parecer em breve. Ramagem, que tem um mandado de prisão em aberto, ainda aguarda uma decisão sobre a perda de seu mandato, após ter sido condenado a mais de 16 anos de prisão no STF. As audiências sobre esses casos podem ser acompanhadas através dos canais oficiais da Câmara, onde também é possível acessar documentos pertinentes às tramitações em curso.