Com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL (Partido Liberal) está se reorganizando para lidar com sua ausência nas eleições do próximo ano. Dirigentes e membros do partido estão discutindo estratégias que vão desde o uso de figuras de papelão de Bolsonaro em eventos até a sugestão de utilizar inteligência artificial para criar conteúdos que simulem o apoio do ex-presidente a candidatos da legenda. Essa ideia de usar IA chegou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mas não é unânime entre os membros, que temem que essa abordagem possa gerar confusão e abrir espaço para candidatos não autorizados se aproveitarem da imagem de Bolsonaro.
Juliano Maranhão, professor de Direito na USP, comentou que a utilização de inteligência artificial seria, a princípio, regular, desde que claramente identificada. Ele ressalta que a comunicação não pode induzir o eleitor a acreditar que Bolsonaro está livre, já que isso poderia ser visto como desinformação. Maranhão também afirmou que, se candidatos não autorizados usarem a imagem do ex-presidente de forma enganosa, o PL poderia entrar com ações judiciais para remover esse conteúdo das redes sociais.
Desde a prisão de Bolsonaro, alguns apoiadores têm utilizado montagens com sua imagem para reforçar o apoio ao ex-presidente. Um exemplo é o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo, que fez montagens por conta própria. Além disso, eventos do PL têm apresentado banners e figuras de papelão de Bolsonaro. Enquanto isso, os candidatos do PL que não têm base eleitoral forte podem ser os mais afetados pela ausência do ex-presidente, já que ele foi uma presença forte em campanhas passadas.
Para quem quiser acompanhar as atividades do PL e suas estratégias, é possível acessar informações por meio do site oficial do partido e dos canais de comunicação disponíveis nas redes sociais. No que vem pela frente, o partido deve continuar a discutir como lidar com as repercussões da prisão de Bolsonaro e planejar as campanhas para as eleições de 2024, onde a presença de figuras ligadas a ele pode ser crucial.