A tensão política em Goiás aumentou com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha foi feita pelo presidente Lula e já gera preocupações entre os senadores, que temem as repercussões de uma possível rejeição. Vale lembrar que a última vez que o Senado barraram uma indicação para o STF foi no final do século 19, o que torna essa situação ainda mais delicada. A análise entre senadores é que, caso a indicação não passe, todos os envolvidos podem sair prejudicados.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, expressou seu descontentamento com a escolha de Messias, preferindo que Lula tivesse indicado Rodrigo Pacheco. O clima tenso entre o governo e o Senado fez com que senadores que apoiam Messias adotassem uma postura mais cautelosa. Há uma percepção de que Alcolumbre se arriscou ao se opor a uma indicação que é prerrogativa da Presidência, o que pode criar um racha ainda maior entre os poderes.
Para acompanhar essa situação, os cidadãos podem acessar os canais oficiais do Senado, onde estão disponíveis os documentos e informações sobre as sessões. A comunicação é essencial, e o Senado também recebe denúncias e sugestões pelo seu site. Messias precisa conquistar ao menos 41 votos entre os 81 senadores para ser aprovado e está buscando apoio antes da sabatina marcada para o dia 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça. Essa votação será crucial, e a expectativa é que novas conversas entre ele e Alcolumbre possam acontecer para amenizar as tensões e facilitar o processo.