O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar para o ex-ministro e general da reserva Augusto Heleno, de 78 anos, que foi um dos militares presos após a condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Gonet argumentou que a mudança para prisão domiciliar é uma medida humanitária, considerando a idade e a saúde do ex-ministro, cuja condição foi comprovada. Ele ressaltou que manter Heleno preso em um ambiente diferente de sua casa pode prejudicar ainda mais sua saúde.
Augusto Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por sua participação em uma trama golpista ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que ocorreu após a derrota na eleição de 2022. Ele foi levado para o Comando Militar do Planalto para cumprir sua pena. Durante a sua detenção, afirmou a médicos que vem lidando com a doença de Alzheimer desde 2018, apresentando sintomas como perda de memória, prisão de ventre e hipertensão, embora essa condição não tenha sido mencionada pela defesa ao longo do processo. A condenação de Heleno se deu em um julgamento da Primeira Turma do STF, que também incluiu Bolsonaro e outros réus, por crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe.
Para quem deseja acompanhar o andamento desse caso e outras deliberações de interesse público, é possível acessar as sessões do STF através do site oficial do tribunal, onde estão disponíveis documentos e informações relevantes. Além disso, denúncias e solicitações podem ser feitas diretamente nos canais oficiais do governo.
Nos próximos passos, o caso de Heleno deve seguir sua tramitação na Justiça, com a expectativa de que a decisão sobre a prisão domiciliar seja analisada em breve. Audiências públicas e fiscalizações dos órgãos competentes também podem ocorrer, à medida que o processo avança.