Na última quarta-feira (26), o promotor Marcelo Ferreira de Souza Netto, do Ministério Público de São Paulo, recomendou que a Justiça proíba a construtora Tenda de continuar a derrubada de 384 árvores na avenida Guilherme Dumont Villares, localizada no Butantã, zona oeste da cidade. Essa autorização, concedida pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), gerou polêmica e questionamentos sobre a transparência do processo, que não contou com consulta pública.
Os deputados Luciene Cavalcanti e Carlos Giannazi, além do vereador Celso Gianazzi, todos do PSOL, foram os responsáveis pelo pedido que motivou a manifestação do promotor. Eles pedem também que a Tenda apresente um estudo de impacto ambiental, uma exigência reforçada pela análise do promotor, que aponta indícios de que a autorização da prefeitura pode ser “ilegal e prejudicial ao meio ambiente”. A construtora planeja erguer quatro torres de nove andares no local, somando mais de 700 apartamentos.
De acordo com a prefeitura, a Tenda acordou em compensar a derrubada plantando 221 mudas de espécies nativas após o término das obras e doando R$ 2,5 milhões ao Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Este valor deverá ser usado em melhorias em áreas verdes da região. A Tenda defendeu que o projeto foi aprovada de forma regular pelas secretarias competentes e que a compensação arbórea está dentro da legislação municipal.
Para acompanhar as atualizações sobre o caso, os cidadãos podem acessar os canais oficiais da prefeitura e do Ministério Público. Além disso, audiências públicas e outras reuniões podem ser convocadas para discutir a situação. A tramitação da recomendação do promotor seguirá na Justiça, e a sociedade civil poderá exercer a fiscalização sobre as decisões relacionadas ao empreendimento.