Na última sexta-feira (28), a juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública, decidiu que a construtora Tenda deve parar imediatamente a derrubada de árvores na avenida Guilherme Dumont Villares, no Butantã, zona oeste de São Paulo. O trabalho havia começado na quarta-feira (26), após autorização da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), e previa a remoção de 384 árvores na área. A decisão judicial foi tomada após a intervenção do promotor Marcelo Ferreira de Souza Netto, do Ministério Público, que recebeu apoio de deputados e vereadores do PSOL.
A magistrada argumentou que a derrubada das árvores poderia ter um impacto ambiental irreversível e criticou a falta de consulta pública no processo administrativo que autorizou a obra. O projeto da Tenda inclui a construção de quatro torres com nove andares e mais de 700 apartamentos no chamado Max Vila Sônia. Em contrapartida, a empresa se comprometeu a plantar 221 mudas de espécies nativas na região e a destinar cerca de R$ 2,5 milhões ao Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, recurso que poderá ser usado para melhorias em áreas verdes da cidade.
Para quem deseja acompanhar as discussões sobre o projeto, as sessões da Câmara Municipal e informações sobre denúncias podem ser acessadas pelo site oficial da prefeitura. Além disso, documentos sobre o caso estão disponíveis para consulta online. Os próximos passos incluem a possível tramitação da decisão judicial e a organização de audiências públicas para discutir o projeto e suas implicações, além de garantir a fiscalização adequada sobre a obra e suas compensações ambientais.