Deputados federais do Cidadania mandaram um manifesto para o diretório nacional, alertando sobre o risco de o partido perder o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por conta de uma disputa interna. A confusão gira em torno da presidência do partido: em 2023, Comte Bittencourt, ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, assumiu o cargo, substituindo Roberto Freire. No fim de outubro e início de novembro, decisões de instâncias partidárias devolveram a presidência a Freire, mas Comte não aceitou essa mudança.
No manifesto, os parlamentares mencionam problemas em documentos internos, como a falta de assinaturas e irregularidades na reestruturação de cargos desde 2023. A nota destaca que eles, como membros do diretório eleitos no 20º Congresso, não foram devidamente informados sobre essas questões e que, em muitos casos, foram induzidos a cometer erros ao subscrever atos que continham falhas. Além disso, afirmam que a falta de comunicação oficial sobre convocações e decisões do diretório nacional tem sido um problema, o que compromete a credibilidade do partido e o funcionamento do Fundo Partidário.
Os deputados consideram inaceitável que, perto do prazo para a prestação de contas ao TSE, o partido ainda opere fora da legalidade, especialmente quando atos administrativos da tesouraria, que é a responsável perante a Justiça Eleitoral, estão sendo ignorados. Eles também afirmam que não vão reconhecer decisões de órgãos que não estejam registrados oficialmente e que apoiarão ações judiciais para restaurar a direção escolhida no 20º Congresso e impedir a continuidade de estruturas internas sem validade legal.
Para quem quiser acompanhar essa situação, as sessões do Cidadania e outros acontecimentos podem ser acompanhados através dos canais oficiais do partido. Informações sobre denúncias e documentos também estão disponíveis nos sites do TSE e do Cidadania. Os próximos passos incluem a tramitação de medidas judiciais e a agenda de reuniões para discutir a situação interna do partido.