Na última sexta-feira (28), integrantes do governo Lula (PT) comentaram sobre as negociações com os Estados Unidos, destacando que um dos objetivos é reduzir o risco de interferências americanas nas eleições do próximo ano. Eles afirmaram que a melhoria nas relações pode ajudar a diminuir as tarifas que ainda incidem sobre cerca de 22% das exportações brasileiras para os EUA e também a retirada das sanções da Lei Magnitsky que afetam o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Segundo os representantes do governo, um cenário que preocupa é a possibilidade de um ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tomar decisões sobre plataformas de internet, que poderiam ser interpretadas como violações à liberdade de expressão. Se as relações entre Brasil e EUA estiverem mais amigáveis, isso pode desencorajar possíveis intervenções. Embora não haja uma data definida para a próxima fase das negociações, reuniões estão previstas entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, além de encontros com outros altos funcionários de ambos os países.
O governo brasileiro tinha expectativa de realizar uma dessas reuniões ainda este ano, mas até agora não recebeu resposta dos americanos. Além disso, uma reunião entre o presidente Lula e Trump está prevista para o próximo ano. Em 2026, o presidente deve participar apenas de cúpulas consideradas essenciais, como as do Brics, G20 e COP31, devido ao ano eleitoral. O planejamento inclui uma visita à Índia em fevereiro, que pode se estender para outro país asiático, e uma ida à Alemanha em abril, onde o Brasil será homenageado na Feira de Hannover.
Para acompanhar as novidades sobre essas negociações e outros assuntos políticos, os interessados podem acessar os sites oficiais do governo ou seguir as redes sociais das instituições envolvidas. Fiquem atentos às datas de reuniões e eventos que podem impactar as relações internacionais do Brasil.