José Adão de Oliveira, cofundador do Movimento Negro Unificado (MNU), afirmou que o Brasil tem uma história marcada pela concentração de poder nas mãos de uma minoria desde os tempos das capitanias hereditárias. Ele acredita que essa minoria tem dificultado a inclusão da população negra em espaços de decisão, especialmente ao tentar enfraquecer as políticas de cotas raciais. Oliveira destacou que a luta por representatividade negra, que começou com o MNU em 1978, ainda é relevante, pois muitos que se autodeclaram negros nas eleições visam, segundo ele, se apropriar de recursos públicos. Ele criticou a votação de parlamentares que, em sua opinião, impediram a aplicação efetiva da lei de cotas, o que resulta em um Parlamento que não reflete a diversidade da população.
Oliveira também defendeu a implementação de bancas de heteroidentificação para evitar fraudes nas candidaturas. Para ele, a falta de ética e de formação dos servidores públicos é um problema que deve ser abordado. Apesar de reconhecer os avanços nas políticas de saúde e educação para a população negra durante o governo Lula, ele ressaltou que muitos desafios ainda persistem, como a baixa representatividade de candidatos negros em cargos altos, como a Presidência da República.
Para acompanhar a discussão sobre políticas públicas e representatividade, Oliveira sugere que a população fique atenta às sessões da Assembleia Legislativa de Goiás e utilize canais de denúncia disponíveis nas plataformas oficiais do governo. Ele enfatiza a importância da participação cidadã e da fiscalização dos órgãos responsáveis, uma vez que a transparência é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Para os próximos passos, ele acredita que é essencial continuar pressionando por uma maior inclusão e respeito às leis de cotas em todos os níveis de governo.