Nesta quarta-feira (26), os clubes Militar, Naval e da Aeronáutica se manifestaram criticamente em relação ao processo que envolve a trama golpista liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Os presidentes das três entidades afirmaram que as prisões de militares ao final do processo são injustas e preocupantes. Entre os detidos estão os generais da reserva Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, além do almirante Almir Garnier. O ex-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, já se encontrava sob prisão preventiva.
Na nota, os líderes dos clubes ressaltaram que a decretação de prisões em meio a um julgamento com questionamentos sólidos, como os levantados pelo ministro Fux, exige uma análise rigorosa e não pode ser ignorada. Eles afirmaram que a prisão imediata, sem considerar as críticas técnicas à condução do processo, prejudica a percepção pública sobre a Justiça. Além disso, a nota apontou que as penas aplicadas são desproporcionais e não deveriam existir, reforçando a importância do devido processo legal em decisões que impactam a liberdade dos indivíduos.
Os presidentes dos clubes, incluindo o general Sérgio Tavares Carneiro, do Clube Militar, o almirante José Barreto de Mattos, do Clube Naval, e o brigadeiro Marco Antonio Carballo Perez, do Clube de Aeronáutica, já haviam se manifestado no passado sobre as investigações, expressando preocupação com a exposição de altos oficiais militares. Essa nova declaração reitera a posição deles sobre a necessidade de um tratamento justo e cuidadoso nas questões que envolvem a Justiça.
Para quem deseja acompanhar mais sobre o andamento dos processos e as discussões em torno deles, é possível acessar as sessões e documentos relevantes em sites oficiais. Fique atento às próximas audiências públicas e à tramitação dos casos, que podem trazer novas informações sobre essa situação.