O deputado estadual Rafa Zimbaldi, que até então era filiado ao Cidadania, foi expulso do partido no dia 5 de novembro. A expulsão aconteceu após ele assumir a presidência do diretório municipal do União Brasil em Campinas, onde ele já havia se filiado no dia 18 de novembro. Zimbaldi, que foi eleito em 2022 com 76,9 mil votos, alega que a expulsão foi uma ação arbitrária do deputado federal Alex Manente, presidente estadual do Cidadania, que não teria dado a ele a oportunidade de se defender.
Durante seu tempo no Cidadania, Zimbaldi também tentou a Prefeitura de Campinas em 2024, ficando em terceiro lugar com 42 mil votos. Segundo sua equipe, Manente já sabia que Zimbaldi tinha uma relação próxima com o União Brasil desde que os dois partidos se uniram na corrida eleitoral para a prefeitura. A nota oficial de Zimbaldi sugere que sua expulsão teve a ver com sua postura política, que não agradava a alguns membros do Cidadania, já que ele é visto como um apoiador do governador Tarcísio de Freitas e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por outro lado, Alex Manente declarou que a expulsão de Zimbaldi ocorreu por ele ter presidido um diretório de outro partido, o que é proibido pelo estatuto do Cidadania. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ressaltou que os partidos têm autonomia para se organizar conforme suas regras internas, e que qualquer irregularidade deve ser analisada por meio de um processo judicial. A mulher de Zimbaldi também está ligada ao União, aparecendo como membro da direção municipal desde novembro do ano passado. A situação levanta questões sobre as normas de filiação e atuação política entre os partidos.
Para acompanhar os desdobramentos desse caso, os interessados podem acessar a página da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde estão disponíveis informações sobre as sessões e contatos oficiais dos deputados.