Na última segunda-feira (24), a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) se reuniu para confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes, que é o relator do caso, defendeu a medida, destacando a necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei, uma vez que Bolsonaro descumpriu repetidamente as medidas cautelares impostas. O ministro afirmou que a situação se agravou, especialmente após o ex-presidente violar a tornozeleira eletrônica no dia 21 de novembro.
Durante a audiência de custódia, Bolsonaro admitiu ter tentado danificar o dispositivo de monitoramento com um ferro de solda, alegando que isso foi motivado por uma “certa paranoia” provocada pelo uso de medicamentos. A equipe médica que o acompanha mencionou um quadro de “confusão mental e alucinações” após examiná-lo. A juíza auxiliar Luciana Sorrentino manteve a prisão preventiva após a audiência, rejeitando o pedido da defesa para revogá-la por não haver risco de fuga.
Os ministros da Primeira Turma, que inclui também Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, se manifestam sobre a decisão em um sistema de votação virtual, onde as discussões ocorrem sem sessões presenciais. A defesa de Bolsonaro argumentou que não houve tentativa de fuga e pediu uma prisão domiciliar humanitária para quando a execução penal da condenação começar, mas esse pedido não foi analisado por Moraes por ter se tornado irrelevante após a prisão preventiva.
Para acompanhar o andamento do caso, os interessados podem acessar as informações no site do STF, onde são divulgados documentos e decisões. Além disso, a população pode acompanhar as sessões e enviar denúncias através dos canais oficiais do tribunal.