Na manhã deste domingo (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal em sua residência, em um processo que gerou diversas reações. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou solidariedade a Bolsonaro, ressaltando que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde e que a realização de uma vigília em frente à sua casa, convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não justificaria a prisão. Nunes ainda criticou a ideia de que haveria risco de fuga, já que a Polícia Federal faz monitoramento constante no local.
A decisão de prisão preventiva foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também mencionou outros casos de deputados federais, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, que deixaram o Brasil durante investigações. De acordo com Moraes, esses parlamentares utilizaram a evasão do território nacional para escapar das consequências legais. A defesa de Bolsonaro se disse perplexa com a prisão e anunciou que pretende recorrer da decisão.
Além das declarações do prefeito, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também se posicionou, afirmando que Bolsonaro é inocente e que a prisão ofende a dignidade humana. O pastor Silas Malafaia, em um vídeo, associou a medida a uma tentativa de desviar a atenção de denúncias contra o Banco Master, que está sob investigação da PF. O dono do banco, Daniel Vorcaro, já se encontra preso desde a última segunda-feira (17).
Para quem deseja acompanhar os desdobramentos desse caso, é possível acompanhar as sessões do STF e as publicações oficiais nas redes sociais dos órgãos envolvidos. Além disso, denúncias podem ser feitas diretamente nas plataformas disponíveis da Polícia Federal. A tramitação do caso segue, e novas audiências públicas podem ser convocadas nas próximas semanas.