No último sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal em Brasília. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que alegou risco de fuga e ameaça à ordem pública. A prisão ocorreu um dia após Bolsonaro relatar ter passado por um episódio de “confusão mental e alucinações”, o que levantou preocupações sobre sua saúde.
Os médicos que acompanham Bolsonaro, Cláudio Birolini e Leandro Echenique, afirmaram que os sintomas podem ter sido provocados pelo uso do medicamento Pregabalina, prescrito por uma endocrinologista, Marina Pasolini, sem o consentimento da equipe médica dele. No boletim divulgado, eles destacaram que a interação do novo remédio com os medicamentos que Bolsonaro já utiliza pode causar efeitos colaterais, como desorientação e alucinações. Segundo os médicos, a Pregabalina foi suspensa e, até o momento, ele não apresenta sintomas residuais.
A médica responsável pela prescrição do medicamento, Marina Pasolini, compareceu à Superintendência da PF no dia seguinte à prisão, mas não se manifestou sobre o caso. A equipe médica de Bolsonaro foi alterada recentemente, e agora é principalmente composta por Birolini e Echenique, que assinaram um relatório solicitando a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente em um caso anterior relacionado a uma suposta trama golpista.
Desde 4 de agosto, Bolsonaro estava em prisão domiciliar, mas sua situação mudou com a decisão de Moraes. Para quem quiser acompanhar o desdobramento desse caso e as sessões do STF, é possível acessar o site do tribunal e acompanhar as publicações oficiais. Além disso, denúncias sobre a situação podem ser feitas através de canais de comunicação da Polícia Federal.