Na última semana, a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) e a controvérsia em torno da violação de sua tornozeleira eletrônica reacenderam discussões sobre a formação de uma chapa presidencial para 2026. Integrantes do centrão, incluindo governadores e partidos de direita, veem uma oportunidade para lançar Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como candidato à presidência, com um nome do grupo como vice. No entanto, os filhos de Bolsonaro têm se mostrado contrários a essa ideia, o que gera tensões internas.
O clima ficou mais tenso após Bolsonaro confessar em um vídeo que tentou danificar sua tornozeleira e atribuir sua ação a uma “paranoia” causada por medicamentos. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que almejava ser o cabeça de chapa, acabou sendo alvo de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que o acusou de tentar facilitar uma fuga do pai por meio de uma vigília. Com isso, a pretensão de Flávio perdeu força, especialmente após críticas que vieram de seus irmãos, Carlos e Eduardo, a outros governadores que também aspiram à presidência, como Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Romeu Zema (Novo-MG).
Os próximos passos para o centrão incluem articulações para tentar diminuir as penas de Bolsonaro no Congresso e, a médio prazo, viabilizar uma anistia geral caso consigam uma vitória em 2026. Enquanto isso, a proposta para reduzir penas de condenados por atos golpistas já enfrenta dificuldades, especialmente após a confissão de Bolsonaro. A expectativa é que o debate sobre a chapa presidencial e suas articulações se intensifique nas próximas semanas, em um cenário onde o apoio de Bolsonaro continua sendo crucial para os planos do centrão. As movimentações políticas devem ser acompanhadas de perto, já que a situação pode mudar rapidamente.