O advogado de Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, não esclareceu a situação da tornozeleira eletrônica do ex-presidente, que apresentou danos, conforme um vídeo e um documento do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma coletiva na saída da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Bueno criticou a maneira como essa informação está sendo utilizada, alegando que se trata de uma tentativa de justificar a prisão preventiva de Bolsonaro. Ele ressaltou que o ex-presidente sempre compareceu a todos os atos do processo e que nunca se esquivou das responsabilidades.
Bueno defendeu ainda que Bolsonaro, por ser idoso e ter problemas de saúde, não representa risco de fuga, já que uma viatura armada está na porta de sua casa. O advogado destacou que o ex-presidente passou por seis cirurgias após o atentado de 2018 e enfrenta complicações graves de saúde, o que, segundo ele, deveria ser considerado na análise do caso. Ele também fez uma comparação com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que teve a prisão domiciliar concedida por razões de saúde.
Na manhã do dia 21, a defesa de Bolsonaro já havia emitido uma nota expressando sua surpresa com a decisão de prisão preventiva, que foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes. Bueno e seu colega Celso Vilardi solicitaram que o ex-presidente continuasse cumprindo sua pena em casa, o que não foi aceito. Os advogados afirmaram que recorrerão dessa decisão.
Para quem deseja acompanhar o caso, é possível acessar informações sobre as sessões da Justiça e outros documentos por meio dos canais oficiais do STF e da Polícia Federal. Fique atento às atualizações sobre os próximos passos da tramitação do processo e possíveis audiências públicas.