Na última semana, Jair Bolsonaro foi alvo de uma nova ordem de prisão preventiva emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa decisão ocorreu poucos dias antes do trânsito em julgado de uma condenação de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A medida se fundamentou em diversas violações de ordens judiciais que o ex-presidente cometeu, desafiando diretamente a Justiça.
A cronologia dos acontecimentos revela que, em 17 de julho, o STF já havia imposto restrições a Bolsonaro, incluindo a proibição de sair da comarca e a imposição de tornozeleira eletrônica. Além disso, ele não poderia se aproximar de embaixadas e consulados, nem utilizar redes sociais. Mesmo assim, em 21 de julho, Bolsonaro postou um discurso nas redes, desrespeitando essas ordens. Ele continuou a desafiá-las, participando de atos de apoio em 3 de agosto, onde seus apoiadores exibiram bandeiras dos Estados Unidos. Diante disso, em 4 de agosto, o STF decretou prisão domiciliar, mantendo as proibições anteriores e restringindo visitas.
A situação ganhou novos contornos quando a polícia identificou uma convocação feita por Flávio Bolsonaro para uma “vigília pela saúde de Bolsonaro e pela liberdade do Brasil”. Essa convocação levantou preocupações de que poderia gerar desordem pública e facilitar a fuga do ex-presidente. A nova ordem de Moraes destaca que, apesar de suas ações, Bolsonaro tem direitos garantidos pela Constituição, incluindo proteção contra tortura e tratamento desumano.
Para acompanhar os desdobramentos desse caso, o público pode acompanhar as sessões do STF pelo site oficial do tribunal e acessar documentos relacionados. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para que a população possa se manifestar sobre qualquer irregularidade. Os próximos passos incluem a análise contínua do caso e a possibilidade de novas audiências públicas.