No último sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro teve sua prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após uma tentativa de violar sua tornozeleira eletrônica. A situação ocorreu em Brasília e foi marcada por uma aglomeração em frente ao condomínio onde Bolsonaro mora, o que, segundo Moraes, poderia facilitar uma fuga. Políticos e aliados do ex-presidente tentaram justificar o comportamento dele, alegando que ele estava em casa na noite anterior e que o suposto surto poderia ter sido causado por problemas no equipamento.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) do Distrito Federal confirmou que, às 0h08 do sábado, houve uma violação na tornozeleira de Bolsonaro. O relato inicial indicava que ele teria batido o dispositivo na escada, mas, após a análise do equipamento, a Seape encontrou sinais de queimadura, indicando que ele havia tentado romper a tornozeleira com um ferro de soldar. Durante a investigação, Bolsonaro admitiu ter usado a ferramenta, afirmando que foi por curiosidade.
Após a divulgação do vídeo e do relatório da Seape, as justificativas de seus aliados mudaram, e muitos passaram a apontar que o comportamento de Bolsonaro era incomum e poderia ser explicado por um “surto”. Enquanto isso, o advogado do ex-presidente, Paulo Cunha Bueno, não forneceu uma explicação clara sobre a violação, mas criticou a narrativa que estava sendo criada em torno do caso.
Para quem deseja acompanhar as atualizações sobre o processo, é possível seguir as sessões do STF pela internet e acessar documentos oficiais. O próximo passo envolve a análise do caso pelos órgãos competentes e a continuidade da fiscalização sobre as condições de monitoramento de Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.