Recentemente, as investigações da Polícia Federal sobre a venda de decisões judiciais geraram discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ). As queixas surgiram em relação à atuação do órgão e também do Supremo Tribunal Federal (STF), que está à frente das apurações. A primeira fase da operação completa um ano em novembro, e novas frentes de investigação podem ser abertas, já que os casos envolvendo ministros ainda não foram aprofundados.
Os inquéritos estão focados principalmente em servidores do STJ e pessoas como advogados e lobistas, com destaque para o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, acusado de extorquir pessoas usando informações privilegiadas sobre decisões judiciais. Há uma divisão interna no STJ, com alguns ministros defendendo que o STF deve continuar as investigações para evitar irregularidades, enquanto outros questionam a necessidade de prosseguir com as apurações, uma vez que nenhum dos 33 membros do tribunal está sendo investigado diretamente.
A Polícia Federal não comentou sobre o andamento das investigações, que foram enviadas ao STF após um relatório do Coaf mencionar operações financeiras suspeitas envolvendo autoridades com foro especial. Além de ministros do STJ, também têm foro no STF parlamentares e ministros de Estado. As investigações, até agora, parecem estar mais concentradas em assessores e lobistas, com pouca evolução em relação a suspeitas sobre os próprios ministros.
Para quem quer acompanhar esses processos, as sessões do STJ são públicas e podem ser acessadas pelo site oficial do tribunal. Além disso, denúncias podem ser feitas através dos canais disponíveis na página da Polícia Federal. O próximo passo envolve a continuidade das investigações, com a expectativa de novas audiências e a possível apresentação de novos documentos que possam trazer mais clareza sobre as suspeitas.